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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Desfile ecológico!!!

Bem eu Pedro Felipe tenho o prazer de falar aos meus leitores que no ultimo dia 30 de setembro participei de uma mostra de roupas confeccionadas à partir de materiais recicláveis e que venci a competição usando uma criação toda confeccionada em JUTA e Saco Plástico. O vestido vocês poderão conferir logo abaixo! Espero que vocês gostem.

Modelo Vencedor!


Bem crianças obrigado por terem visitado meu mais novo post!

A belle époque amazonense!!!




Salon de La Mode (Fonte: Arquivo SENAI/RN)

Belle Époque é sem dúvida um dos períodos mais marcantes do século passado. A tradução do francês que a intitula “A Bela época", resume um período próspero, muito celebrado em vários países no mundo. Era um momento de bastante euforia, devido aos avanços da Revolução Industrial, que fez surgir, na sociedade, uma representativa classe emergente.

A frança ditava as tendências e no Brasil seguia-se a moda européia, ainda que nosso clima não comportasse tais padrões. Mesmo assim homens e mulheres insistiam em reproduzir os hábitos franceses.


Era comum ouvir as pessoas conversando em francês nas ruas. Algumas chegavam ao ponto de enviar suas roupas, de navio, para serem lavadas em Paris, pois acreditavam que aqui ainda não se sabia lidar com tecidos nobres. Influências artísticas do Art Noveau e do Impressionismo também foram bastante difundidas por aqui.


O estado do amazonas destacou-se pelo boom do extrativismo. Seus seringais chegaram a ser responsáveis por cerca de quase cem por cento da produção mundial. Manaus era uma das cidades mais promiss
oras neste princípio de século XX no mundo, e se tornou um grande pólo cultural. O período áureo da borracha fez com que os lucros obtidos com a venda do látex fossem investidos na cidade. Datam desse período, construções monumentais e sofisticadas como o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça e o prédio da Alfândega. Além disso, a cidade, que antes tinha ares de aldeia, ganhou uma estrutura impressionante com passeios públicos, praças eboulevards, chegando a ser chamada de a "Paris dos Trópicos".

O que sempre me perguntam...


De onde surgem as tendências?
É uma pergunta que sempre me fazem. Elas surgem a cada nova estação e podem influenciar as pessoas ou não. Algumas chegam a durar várias temporadas, enquanto outras sequer dão o ar da graça.
Qualquer manifestação de caráter artístico está diretamente ligada a um processo de inspiração. Na moda isso acontece de forma muito interessante, pois os criadores buscam e bebem em várias fontes para se inspirar e produzir sua obra final. As opções são muitas, podem ir desde uma viagem a um lugar exótico, até uma overdose fashion, com releituras de várias épocas em um só visual.
Hoje vamos falar sobre uma maxitendência, que há muito tempo mexe com a imaginação das pessoas e vem se fazendo presente nas coleções de tantos designers pelo mundo afora: o Etno.
Os elementos étnicos se baseiam no conjunto de características marcantes, hábitos e crenças de um determinado grupo racial ou etnia. Costumes, tradições, folclore e trajes são algumas das principais representações do estilo étnico. O vestuário, através da moda, absorve estas simbologias e promove uma reinvenção desses conceitos. Estampas, padronagens, texturas, bordados e elementos artesanais, são utilizados com ênfase por novas tecnologias têxteis e resultam em modernos padrões estéticos e visuais.
O Brasil possui uma rica diversidade cultural, formada por descendentes de europeus, negros, índios e mais recentemente de imigrantes asiáticos. Essa mistura de etnias propiciou a criação de uma nova cultura, fundamentalmente marcada por contrastes. Um bom exemplo para ilustrar a tendência etno no Brasil é a influência indígena na moda. A herança cultural dessa etnia é, sem dúvida, um grande exponencial de nosso patrimônio histórico, pois além de ser nosso ponto de partida, contribuiu significativamente para a formação cultural do país. Mais da metade da população indígena do Brasil está localizada nas regiões Norte e Centro-Oeste, principal mente na área da Amazônia Legal.
A riqueza natural amazônica atrai olhares de todo o mundo, devido à sua exuberante fauna e flora. Dela se conseguem extrair muitos elementos que podem adquirir formas e utilidades diversas. Existe atualmente, um grande investimento das indústrias de cosméticos, que fabricam produtos de estética, tendo na composição frutos e vegetais, oriundos da floresta. Babaçú, andiroba, açaí, cupuaçu, dentre outros estão presentes na fórmula de cremes, shampoos e colônias, representando além de fragrâncias exóticas, uma alternativa ecologicamente correta e um modelo de sustentabilidade a ser seguido.
No passado, os índios já detinham o conhecimento sobre muitas das propriedades destes elementos. Sabiam, por exemplo, que o urucum, além de ser excelente para produzir tinta e pintar o corpo, possuía ainda substância que protegia a pele dos raios solares. Uma bela proteção natural UVA/UVB, não?
Outras influências merecem ser destacadas, como o hábito de pintar o corpo, que acabou dando origem à técnica da tatuagem, conforme a conhecemos hoje. Embora não seja exclusividade dos índios brasileiros, esse costume ainda inspira muitas pessoas. Uma sutil comparação pode também ser feita aos apetrechos usados, por algumas tribos, como os alargadores e piercings, tão comumente encontrados no streetwear de grandes cidades.

Os índios também são ótimos artesões, produzem acessórios confeccionados com plumários e penas de aves exóticas e coloridas, como os cocares, adornos e trajes, muito comuns em nossos eventos populares, como o Carnaval e o Festival de Parintins. As bijouterias com aplicação de sementes e pedras ou penachos são hits e conferem um ar de brasilidade ao visual. Também vale destacar as cestarias, feitas com a palha do buriti,que são tendência no setor moda casa e decoração.
Com tudo isso, é impossível não se render à riqueza cultural, que temos em mãos, para se inspirar e criar.